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Opinião: O Ceará precisa de um “9”, seja ele quem for

O futebol é um esporte em constante transformação. Esquemas, formas de atuar, mudanças de posições, isso tudo faz parte da evolução natural do esporte mais popular do Brasil. Porém, uma coisa nunca muda e nunca mudará: todo time precisa de um goleador.

A figura do camisa 9, por mais contestada que possa ser a sua qualidade, é de fundamental importância na construção de jogo de uma equipe. Ter um jogador enfiado entre os zagueiros, sendo referência, lutando, brigando, abrindo espaços é essencial em qualquer time.

O Ceará sofre há alguns anos com a ausência de um goleador, alguém que o torcedor olhe e saiba que de seus pés, ou cabeça, sairá gol(s). Nessa temporada, o clube apostou em Roger e Romário no início do ano, depois trouxe Bergson e Felippe Cardoso e nada. Até agora o torcedor ainda carece de alguém que o satisfaça minimamente nas partidas. Algumas atuações chegam a ser sofríveis.

Porém, não dá para ficar sem “esse cara na frente”. E não dá por uma simples razão: não podemos perder nosso meia com melhor chegada ao ataque o colocando como “falso 9”. Galhardo não é nove, nunca foi. É visível a dificuldade do camisa 89 quando joga naquela posição. Isolado, sem aproximação dos outros jogadores, Galhardo não consegue repetir as boas atuações que tinha quando jogava mais recuado.

É tarefa de Adílson Batista descomplicar. O futebol não é uma ciência exata, mas não dá mais para o Ceará jogar sem um jogador com características certas entre os zagueiros. Juntos, Bergson e Felippe Cardoso somam 4 gols no campeonato, cada qual com 2. Cardoso fez 15 partidas no torneio e Bergson 16.

Um outro dado interessante e não aleatório é que: nas partidas em que eles marcaram gols, o Ceará não perdeu. Cardoso marcou nas vitórias contra Fortaleza e Chapecoense e Bergson anotou o gol da vitória contra o Avaí e no empate diante do Vasco.

Que Adílson Batista não tenha um esquema definido, como ele mesmo já falou, tudo bem. Mas ele não pode mais não ter um nove em seu time. A torcida, a diretoria, e até mesmo os jogadores já não aguentam mais.

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