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Podemos sonhar mais alto?

O principal objetivo do Ceará na Série A do Campeonato Brasileiro é permanecer na divisão. Com um abismo financeiro em relação a grande parte dos concorrentes, a meta é ficar longe das últimas posições.

Em 2018, após trancos e barrancos, o Vovô conseguiu permanecer na primeira divisão com uma rodada de antecedência. Por pouco, os comandados de Lisca não classificaram para a Copa Sul-Americana.

Após o feito, o então treinador gritou aos quatro cantos que o grande sonho era levar o Ceará para a Taça Libertadores, principal competição continental das Américas. Passou longe disso, após eliminações em todas as competições, o ‘Doido’ nem iniciou o Brasileirão.

Partindo desse pressuposto: a torcida do Ceará pode sonhar mais do que com uma permanência na Série A? A resposta é sim.

Com o aumento das receitas advindas das cotas televisas, patrocínios, sócios, vendas de jogadores e outras rendas, a arrecadação da agremiação para 2019 será recorde.


Previsão de orçamento do Ceará
2018 – R$ 55.000.000
2019 – R$ 70.000.000 (+27,2%)

Faturamento do clube (balanços mais recentes)
2014 – R$ 21.618.881
2015 – R$ 29.590.400 (+36,8%)
2016 – R$ 28.456.481 (-3,8%)
2017 – R$ 31.901.433 (+12,1%)
Alguns dados de receita em 2018
R$ 9.884.247 em bilheteria (renda bruta em 34 jogos)
R$ 34.880.320 em cotas de participação/premiação/transmissão na tevê.

Fonte: Cássio Zirpoli

Com a vitória diante do líder Palmeiras por 2 a 0, tirando uma invencibilidade de 33 jogos da equipe paulista, o Ceará mostrou que pode mais do que somar 45 pontos na competição.

O problema nisso tudo é justamente no futebol. Nas questões administrativas, financeiras e estruturais, o Ceará é exemplo para todo Brasil, mas quando se fala do principal “produto”, o número de erros é elevado.

Após o grande triunfo do último sábado, 20, o presidente, Robinson de Castro, bradou aos microfones presentes na Arena Castelão que o Ceará não estava buscando reforços. Ele esperou o bom momento para afirmar algo que todos já sabiam.

Se pensasse um pouco mais alto, sem precisar fugir do orçamento ou se endividar, a diretoria de futebol do clube (leia-se Marcelo Segurado) faria o presidente rever essa afirmação. Com mais algumas peças pontuais, principalmente no comando de ataque, o Ceará poderia conquistar o primeiro objetivo com tranquilidade e ainda lutar para ficar entre os 10 primeiros na Série A.

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