domingo , setembro 22 2019
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(Foto: Tiago Gadelha/Diario do Nordeste)

Mudanças suficientes para um novo momento?

É possível notar, seja com exemplos do próprio Ceará ou de outros clubes pelo Brasil, que um período de recesso no meio de uma temporada é capaz de mudar muita coisa no futebol. Clubes que estão bem nem sempre têm o mesmo sucesso após um intervalo, outros conseguem uma grande guinada. Seja para o lado positivo ou negativo da questão, os motivos são os mais variados possíveis e vão desde às mudanças no elenco – chegada de bons reforços ou saída de destaques -, trocas de técnico ou algo além disso.

Trazendo para o lado alvinegro e falando especificamente de Série A, 2010 e 2018 foram dois exemplos distintos do quanto algumas alterações podem resultar em uma grande mudança de desempenho e, até mais do que isso, resultados.

Embora o campeonato do Ceará em uma Série A não seja, por motivos óbvios, liderar e lutar pelo título, como foi naquele primeiro momento em 2010, boa parte da queda de rendimento do alvinegro se deve à saída de PC Gusmão para o Vasco, além da lesão de Misael, principal destaque do Vovô naquele início meteórico de Série A.

No ano passado, entretanto, em um contexto completamente diferente, a mudança de comando – apesar de a chegada do Lisca já ter acontecido antes do recesso da Copa do Mundo – e algumas contratações que conseguiram encaixar bem na filosofia do treinador, deram ao Ceará um novo rumo na Série A.

Independente de o final ter sido o mesmo, ou seja, com permanência na primeira divisão, é possível perceber dois momentos diferentes nas duas edições.

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Neste ano, a parada para a Copa América foi fundamental para frear um momento difícil que se desenhava com os últimos resultados adversos, além da sequência de jogos que teremos pela frente.

O tempo necessário para a filosofia do – nem tão – novo treinador ser implementada, para recuperar atletas importantes, dispensar outros questionáveis e, o mais importante: reforçar os setores cujo as carências eram visíveis.

Felippe Cardoso foi o único jogador anunciado, até aqui (Foto: Ivan Storti)

Este último ponto, infelizmente, é negligenciado até aqui. Quase um mês depois do último jogo do Vovô, o confronto diante do Vasco, o único nome anunciado foi o atacante Felippe Cardoso, que é uma contratação pra lá de questionável, pelo histórico. O clube ainda busca um camisa 9 além de Felippe, um goleiro e tem tratativas para repatriar o meia-atacante Lima.

Resta saber se as mudancas feitas e as peças que chegarão serão suficientes para encaixar o já qualificado – todavia ainda carente de opções em alguns setores – elenco do Ceará, dando ao alvinegro mais um êxito na luta pela permanência na Série A.

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