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PortalCast Entrevista #01 – Adílson

Foram 235 jogos em nove temporadas dedicadas ao Ceará; Em entrevista exclusiva ao Portal Alvinegro, o ex-goleiro Adílson “abriu a caixa preta” e falou sobre sua trajetória no futebol

Ao presenciar incrédula uma defesa memorável de Everson contra o Macaé em 2015, a torcida do Ceará fez ecoar na Arena Castelão que surgia, ali, um “novo paredão”. O torcedor, obviamente, tinha como referência alguém que já passara por Porangabuçu, em um tempo não tão longínquo.

Na linha tênue entre o milagre e o frango, ser goleiro é ter o entendimento que muitas vezes quem é herói, se torna vilão. E com a camisa do Ceará, ninguém mais do que Adilson viveu os dois lados desta moeda.

Antes de se tornar o “paredão” consagrado em Fortaleza, o mineiro de Guaxupé – município de Minas Gerais com pouco mais de 50 mil habitantes, quase na divisa com São Paulo – Adilson iniciou a carreira em um outro alvinegro: o Atlético-MG.

O começo, entretanto, não foi fácil: foram apenas oito jogos com a camisa do Galo – Taffarel era o titular na época -, sendo um deles marcante negativamente: na goleada diante do Botafogo, em 1995, Adilson falhou em três gols, sentindo naquele momento o lado negativo de ser goleiro.

Apesar disto, as lembranças da época são positivas, principalmente quando o assunto é o ex-companheiro de time, o goleiro Taffarel: “Foi uma pessoa que eu tive o prazer (de trabalhar junto), eu fiquei de três a quatro anos no banco de reservas dele e que se falassem assim: ‘Adílson, você fica mais dez anos (na suplência)?’. Fico. Porque todo dia era dia de estar sempre aprendendo alguma coisa. Como pessoa, como profissional, um exemplo.”, enfatizou.

“Às vezes, eu via o Taffarel treinando e tinha dia que eu olhava e não acreditava”, Adílson

Posteriormente emprestado a alguns clubes de menor expressão, Adilson se reencontrou em outro alvinegro, mas desta vez a quase três mil quilômetros longe de sua cidade natal, onde construiria uma longa e memorável trajetória no Vovô.

Chegada ao Ceará

Em 2004, “achado” por Dimas Filgueiras – a quem tem enorme dívida de gratidão, afirma – no Rio Branco de Americana, o arqueiro desembarcou no Vovozão.

Em nove temporadas de clube, tricampeão (2006, 2011 e 2012) cearense e um acesso à Série A, mas ele não escolhe um “momento especial”, porque entende que os nove anos foram muito importantes de forma igualitária.

Neste período, com enorme contribuição do goleiro, veio um dos títulos mais memoráveis da história do Ceará: o estadual de 2006.

“Antes de entrar no gramado na primeira partida (da final) já tinha uma faixa de Fortaleza Tetracampeão, que apareceu no nosso vestiário. O preparador físico era o Tuco, ele chegou e mostrou aquilo ali e o pessoal entrou com mais raiva ainda. São coisas do futebol que você mexe com o brio das pessoas. E mexeram com o nosso brio.”

Na entrevista exclusiva concedida ao Portal Alvinegro, o mineiro falou sobre tudo – ou quase: os sucessos e insucessos; os amigos que o ajudaram e as pessoas que, segundo ele, tentaram atrapalhar; os “milagres” e as falhas; sobre a torcida. Tudo.

Seja no player ao final desta matéria, nas plataformas de áudio (Spotify, Deezer e ITunes), nos agregadores do Android ou IOS e no nosso canal no YouTube, você acompanha esse bate-papo com o “paredão” a partir de agora.

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3 comentários

  1. Eu estava no Castraleão naquele primeiro jogo das finais de 2006.
    Foi sensacional a atuação do Adilson, pegando penalte e tudo mais.
    Gratidão eterna!
    Abraços!

  2. Josenilton mendes

    Esse cara merecia um reconhecimento maior do Ceará.
    Foi importante demais nos tempos das vacas magras.
    Eterno paredão alvinegro

  3. Esse sim nosso eterno paredão, obg Adilson por amar e respeitar nosso clube, vc faz parte da historia do maior alvinegro do nordeste.

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