quinta-feira , maio 23 2019
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(Foto: Felipe Santos/cearasc.com)

Opinião: fardo injusto

Com algumas baixas no elenco com relação ao grupo da temporada passada, alguns jogadores que deixaram Porangabuçu neste início de 2019, também acabaram deixando um fardo pesado para os virtuais substitutos: a tal sombra.

É natural que os antecessores sejam lembrados – são jogadores que além de apresentar um nível técnico diferenciado, conseguiram associar isto às conquistas em campo e metas individuais alcançadas -, no entanto é injusto que os jogadores contratados recentemente com a missão de suprir estas ausências, carreguem o peso de igualar ou superar àqueles que se foram, pelo menos em pequeno prazo.

Richard, visivelmente, sente a sombra de Everson e, até aqui, fez partidas inseguras, sendo responsável por lances que deixam o torcedor preocupado, naturalmente.

No caso de Roger, além da adaptação e de ter que lidar com uma passagem frustrante em 2011, também há uma diferença clara de característica com relação a Arthur: Roger – que fez seus dois primeiros gols neste retorno ao Ceará ontem, diante do Guarany – depende muito mais de um time que crie jogadas pra ele do que Arthur dependia. Enquanto o antecessor era capaz de trombar e puxar contra-ataques com força, o camisa 9 atual tem um jogo muito mais posicional, de esperar a bola, de ser oportunista.

Com relação ao meio-campo, a ausência de Richardson também é intensamente sentida e não há, pelo menos até o momento, um claro escolhido para substituir o volante: Fabinho, Juninho e William foram utilizados até aqui. Em termos de característica, o que mais se aproxima do marcador é Fabinho, que vem ganhando força no time titular nos últimos jogos.

De qualquer forma, é fundamental que o torcedor entenda que não é justo cobrar que os atuais jogadores tenham, logo de início, o mesmo rendimento destes que anteriormente marcaram época no clube, com desempenho e resultados coletivos expressivos. Há de se ressaltar a necessidade de tempo para adaptação e, quem sabe, a médio longo prazo seja possível vê-los dando um retorno técnico semelhante, mas que no momento é injusto que carreguem o fardo e a sombra daqueles que se foram.

Até porque, houve um investimento – sobretudo em Richard – e caso estes jogadores não vinguem no clube, além do prejuízo técnico em campo, também terá o prejuízo financeiro naquilo que foi investido.

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