domingo , setembro 22 2019
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(FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Opinião: Caminho sem volta

Na noite da última sexta-feira (15), além de ser o aniversário de 21 anos de Felipe Jhonatan, outra notícia envolvendo o jovem lateral ganhou espaço no cenário nacional: o Santos deixou de pechinchar e resolveu, enfim, pagar a multa integral do ala do Ceará, estipulada em seis milhões de reais – a maior venda da história do futebol cearense -, acertando assim a sua aquisição em definitivo.

Diante de um futebol eficiente e até aparentemente experiente – raro em um atleta recém-promovido ao time principal -, os valores podem até deixar uma impressão de que poderia ter sido mais e, tudo bem, até que poderia. Mas isso não desfaz o fato de ter sido mais uma boa venda de um jogador oriundo das categorias de base.

Assim como na temporada passada, quando Arthur foi vendido ao Palmeiras por cinco milhões, Felipe segue o mesmo caminho, para defender outro grande clube do futebol brasileiro, totalizando – em renda bruta, obviamente – 11 milhões.

O início desta mudança não é tão distante assim, na verdade, é bem recente. A aquisição do antigo CETEN e hoje Cidade Vozão, em meados de 2014, marca um antes e depois do clube com relação ao tratamento com os jogadores formados em casa. Com mais estrutura, seja física ou profissional, alguns frutos podem ser notados ao longo dos últimos anos: Raul (Vasco), Arthur Cabral (Palmeiras), Felipe Jhonatan (Santos) e Artur Victor (emprestado pelo Palmeiras ao Bahia; 30% dos direitos econômicos ainda pertencem ao Ceará) são alguns exemplos de jogadores oriundos da categoria de base que têm conquistado espaço nacionalmente.

É óbvio que se trata de um caminho gradativo, a tendência é que exemplos como estes passem a ser ainda mais frequentes e com vendas com valores superiores, algo que deixa ainda mais evidente que o esforço feito para a aquisição do CETEN, em 2014, foi uma decisão excepcional do ex-presidente da executiva e atualmente presidente do Conselho Deliberativo, Evandro Leitão, juntamente com Robinson e toda diretoria do clube.

De certo apenas que o caminho que começamos a trilhar não há mais volta, mas é natural que haja ainda mais crescimento com o passar dos anos.

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Um comentário

  1. Valor muito baixo para o futebol que o garoto estava jogando

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