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Foto: Lucas Moraes/Cearasc.com

Heróis da permanência #02 – Richardson, o ponto de equilíbrio alvinegro

Sinônimo de raça e regularidade com a camisa alvinegra, o número 26 foi peça chave no time comandado por Lisca

Em um esporte de alto nível como o futebol, a regularidade é cada vez mais cobrada aos atletas. Fazer boas atuações na maioria das partidas não é tarefa fácil, nem mesmo para os grandes jogadores. Neste quesito, com a camisa do CearáRichardson é destaque. O volante foi, mais uma vez, importantíssimo na temporada do vovô. 

No ano inteiro foram 49 partidas (30 delas no Brasileirão).  Com ele, o alvinegro venceu 19 vezes, empatou 17 e perdeu apenas 13 jogos, em um total de 4.224 minutos em campo.

Já se foram três temporadas completas e 145 partidas vestindo o manto alvinegro.

Richardson em campo pelo Ceará contra o Internacional (Foto: Mauro Jefferson / Cearasc.com)
O ponto de equilíbrio alvinegro
Liderança, raça, vigor, precisão e regularidadeMarcas do jogador que nasceu no Rio Grande do Norte, mas ficou conhecido vestindo as cores do mais querido em terras alencarinas.
Apesar de não se preocupar muito em ser o centro das atenções fora de campo, dentro dele o volante era quem ditava o ritmo do jogo. Mesmo tendo como principal função a marcação, a maioria das ações de ataque passavam pelos pés dele, muitas delas sendo o desafogo do time pelo meio e iniciando jogadas de contra ataque. No total foram 22 passes para finalização e duas assistências.

Alto nível 

Em uma de suas coletivas pós-jogo, o técnico Lisca elogiou o seu atleta e disse:

“É um cavalo, enquanto todos os outros estão cansados ele está lá dando piques pra marcar. O Richardson atingiu o alto nível no futebol.”

O treinador não fala isso à toa. Ele viu de perto o crescimento do jogador e o colocou na sua posição correta, um “segundo homem de meio”, segundo volante para os mais antigos. Com responsabilidades de marcação, mas também liberdade para atacar e aparecer como homem surpresa na frente.

Com a bola nos pés, na faixa de ataque, o jogador evoluiu, ganhou mais responsabilidades, mas ainda pode crescer mais. As chances perdidas contra Atlético-PR e Vasco, mais recentemente, mostram isso.

Contra o furacão, inclusive, o camisa 26 era o batedor oficial de pênaltis, mas acabou perdendo a única chance que teve no campeonato.

Precisão nos desarmes

Apesar das “aventuras no ataque”, foi na sua “praia”, que o volante mostrou o tal alto nível citado por Lisca. Nas 30 partidas que fez, ele desarmou  112 vezes, sendo o terceiro neste quesito no campeonato.

Além disso, salvou o vozão em diversas oportunidades de perigo adversário, que nem sempre entram nas estatísticas de jogo.

(Foto: Mauro Jefferson / Cearasc.com)

Valorizado

Com bons números e sendo peça chave no esquema alvinegro, o atleta de 27 anos parece estar no melhor da sua forma física e uma evolução técnica no último ano.

Tem contrato até 2020, mas deve receber propostas para sair.

No entanto, o Ceará sabe que mantê-lo no elenco é importante para o equilíbrio da equipe.

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