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Conhecendo o adversário #06: Atlético-PR

Atlético-PR vem de uma classificação, com direito a goleada no multicampeão Peñarol pela Copa Sulamericana

O Atlético Paranaense passou de um time que prezava – demasiadamente – pela posse de bola, para um time que apresenta um jogo mais vertical e objetivo.

Com o Fernando Diniz, o Furacão obtinha cerca de 60% de posse de bola, mas com poucas idas ao gol adversário, muito pela lentidão na transição entre defesa e ataque, que, aquela época, era responsabilidade de Guilherme e Nikão, titulares absolutos com o antigo treinador.

Além disso, a demora na recomposição defensiva dos jogadores era o ponto fraco do time, que, atualmente, ainda amarga a zona do rebaixamento. Com Diniz, a defesa do rubro-negro era desprotegida, o que facilitava os contra-ataques adversários.

No período pós Copa do Mundo, a mudança na comissão técnica foi extremamente significativa para que o Atlético se tornasse um time com mais velocidade, tanto na transição quanto na recomposição.

Com Tiago Nunes o rubro-negro se tornou mais consistente na defesa, já que agora não joga mais com 3 zagueiros expostos, mas sim 2 defensores que são resguardados constantemente por um volante – ora Wellington, ora Lucho ou Bruno Guimarães, que também auxiliam na saída de bola.

Antes de assumir a equipe principal, Tiago Nunes comandava a equipe sub-23 do furacão. (Foto: Marco Oliveira/Site oficial do Atlético-PR)

Além da melhora defensiva, o Furacão também apresentou um significativo avanço na criação de jogadas e finalizações ao gol, o que, sem dúvidas, passa pela volta de Marcelo Cirino ao time de Curitiba. Sobre o jogador, aliás, é importante mencionar sua rapidez e qualidade técnica, que ajudaram o Atlético a golear o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, e obter duas grandes vitórias contra o Peñarol, pela Copa Sul-americana.

Afora isso, jogadores do meio-campo que, na era Diniz não funcionavam (muito pelo posicionamento equivocado dos atletas), encontraram, novamente, o bom futebol. Exemplo disso é Raphael Veiga (emprestado ao Atlético pelo Palmeiras), que, sob o comando de Tiago Nunes tem se demonstrado um jogador inteligente e capaz de abastecer o talento de Marcelo.

Também é relevante destacar que as laterais, problema muito recorrente na era Diniz e de onde saíam boa parte das chances adversárias, foram “consertadas” com Tiago Nunes. Isto porque o técnico interino promoveu o garoto Renan Lodi como titular no lado esquerdo e, também, porque Jonathan, excelente lateral direito, reassumiu a posição.

Contudo, o Atlético terá desfalques para o jogo contra o Ceará: Paulo André e Thiago Heleno, dupla de zagueiros, até então, titular, não jogarão por estarem no Departamento Médico. Além disso, Pablo, atacante, está suspenso. Lucho Gonzales, provavelmente, também ficará de fora, por opção do treinador.

Com isso, o time titular do Furacão deve ser: Santos, Jonathan, Léo Pereira, Wanderson, Renan Lodi, Wellington, Bruno Guimarães, Marcelo, Raphael Veiga, Marcinho e Bergson.

 

Texto produzido por Vinicius Furlan da Trétis TV

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