sábado , agosto 18 2018
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A lucidez em meio a loucura de Lisca

(Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo)

Quando o Lisca assumiu o comando técnico do Ceará quase todos criticaram, mas o fio de esperança, como em 2015, foi reaceso. Independente dos últimos trabalhos, do elenco limitado e dos erros seguidos da diretoria, a contração do ‘doido’ foi um ato de desespero em meio ao planejamento já jogado pelo ralo nas primeiras rodadas.

Sem tempo para trabalhar, Lisca conseguiu deixar o time ruim, pois era horrível. Um empate heroico contra o Palmeiras e uma virada dolorosa para o Atlético/MG deram um pouco de esperança para o trabalho que iria ser produzido no período da Copa do Mundo.

Mesmo com poucos reforços, a primeira vitória na Série A veio na “estreia” contra o Sport. Com o primeiro gol de Arthur no certame, o Vovô venceu o Rubro- Negro pernambucano e garantiu o triunfo que diminuiu a pressão para o restante dos jogos.

Contra o Leão de Recife, o único elogio era pelo peso das costa que havia saído, mas o desempenho ainda preocupava. As poucas chances criadas decorrentes de um ímpeto ofensivo bem tímido faziam o Ceará uma presa fácil para as defesas adversárias.

Na derrota contra o Internacional por 1 a 0, apesar da ótima consistência defensiva, o Vovô criou pouquíssimo e saiu derrotado do Beira-Rio. Nas duas últimas vitórias, o quarteto de ataque do Vovô passou a incomodar a defesa adversária, além de mostrar uma variação tática muito maior. Com uma velocidade maior, o time do Ceará passou a apostar nos contra-ataques em detrimento da posse de bola. Com um time mais lento, o controle da pelota era a arma dos últimos treinadores. Com a nova linha de frente com Juninho Quixadá, Cardona, Leandro Carvalho e Arthur, o Alvinegro passou a ter mais chances de gols. Das últimas duas vitórias, os gols e as assistências foram das contratações. Contra o Fluminense, Quixadá passou para Leandro Carvalho marcar. Contra o Paraná, o jogador vindo do Ferroviário fez linda jogada individual e marcou o tento da vitória.

O Ceará pós-Copa:

Ceará 1×0 Sport

Inter 1×0 Ceará

Ceará 1×0 Fluminense

Paraná 0x1 Ceará

A loucura de Lisca era preciso para chacolhar o elenco, movimentar a diretoria e garantir o apoio da torcida, mas a sua lucidez vem sendo a chave principal para o Vovô lutar até o final contra um rebaixamento que já parecia certo.

Nós tivemos esse período na Copa que foi muito importante. Nós pulamos de 11% para 44% logo que cheguei. Agora, depois da Copa, pulamos 75%. Antes, a gente estava sendo eficiente, mas não eficaz. Agora, o time está sendo eficaz, porque estamos matando o jogo.

A vitória contra o Paraná marcou o fim de um tabu. O Alvinegro Cearense venceu o Tricolor, na Vila Capanema, pela primeira vez na história.

Foi um passo importante essa vitória fora. Os jogadores se mobilizaram. E tabus são feitos para ser quebrados. Acho que a gente poderia ter até matado o jogo. Mas nós precisamos melhorar em muita coisa. Quando cheguei, a gente precisava de 13 vitórias. Menos três já. Faltam 10 vitórias. E nós vamos já na quarta-feira contra o Santos – disse Lisca, lembrando que o Ceará teve chance de ampliar o marcador no segundo tempo, em jogadas com Calyson e Arthur.

A luta contra o descenso ainda é muito difícil, mas o Ceará de Lisca mostra que luta não irá faltar. A lanterna não é mais do alvinegro e agora serão dois jogos seguidos no Estádio Presidente Vargas contra dois concorrentes diretos, Santos e Atlético/PR.

 

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