sábado , agosto 18 2018
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(Foto: Divulgação/CearáSC)

Lisca no Ceará: nem tudo é loucura

Conhecido como “louco”, o técnico mostrou que pode melhorar o desempenho da equipe e tornar o Ceará mais forte dentro de casa.

O técnico Lisca chegou ao Ceará há pouco tempo, mas conseguiu, em três jogos, mudar a postura do time.

Claro, ao ler que o time melhorou, você deve questionar que “o Ceará continua sem vencer e na lanterna da competição”.  Sim, é verdade. Sob o comando do novo treinador, foram dois empates e uma derrota. Os números continuam ruins e os adversários cada vez mais distantes. No entanto, as pequenas mudanças feitas já foram suficientes para mudar a postura do time em campo.

Além das deficiências técnicas gritantes, os jogadores pareciam estar perdidos em campo. Sem falar do nervosismo com a bola nos pés, dentro e fora de casa. Muitos passes de lado e para trás. Nenhuma objetividade com a bola, poucos arremates de fora da área e muitos erros individuais.

Logo que chegou, o treinador colocou os atletas mais experientes e qualificados que tinha a disposição para jogar e chamou o torcedor.

Rafael Pereira, Naldo, Pio, Ricardinho, Felipe Azevedo e Eder Luis estiveram em todas as partidas que o técnico comandou a equipe.

Mesmo com alguns deles em má fase, os atletas citados acima são indiscutivelmente as melhores opções do momento e, com a falta de qualidade do time, não dá para deixá-los de fora. E Lisca sabe disso.

Com um time mais compacto, leve e obediente taticamente, conseguiu mostrar o algo mais de vontade que o torcedor espera.

Visão de Lisca

Após o jogo contra o Palmeiras, ele citou a entrega do time e falou dos sucessivos passes para trás que o time dá.

“A gente volta muito a bola pra trás. Ao invés de empurrarmos o adversário pra área dele nós o trazemos pra nossa, aconteceu isso na jogada do segundo gol deles (Palmeiras). Temos que evitar (tocar pra trás), não gosto disso.” Disse o técnico.

Ricardinho pode ser uma peça importante para Lisca. (Foto: Mateus Dantas/O POVO)

Também na entrevista após o jogo o treinador ressaltou a importância de Ricardinho no time.

“Ricardinho jogou muito bem. Hoje gostei muito. Jogou dos dois lados, buscou o jogo, está forte no vestiário.”

Folclore à parte, de doida essa atitude não tem nada. Lisca sabe que precisa do “R8” bem e motivado para conseguir mudar o time. Ele fez isso em 2015 ao assumir o Ceará com chances mínimas de permanência na Série B daquela temporada e com Ricardo sendo contestado.

Naquele ano deu certo. E agora, você acredita, torcedor?

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