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Magno Alves falou sobre renovação em entrevistas nesta terça-feira
Magno Alves falou sobre renovação em entrevistas nesta terça-feira

Opinião: idolatria se conquista com postura

Todo clube tem, na sua história, muitos jogadores que chegam, jogam e, alguns – extremamente lisonjeados – acabam se tornando ídolos de uma agremiação, muitas vezes centenária, de torcedores que acompanharam inúmeras gerações.

O status, no entanto, não é facilmente conquistado e tampouco depende apenas do desempenho dentro das quatro linhas.

Há jogadores que não são extraordinários tecnicamente que chegam a este patamar, como também há outros que se tornam memoráveis não sendo um primor técnico. A questão vai muito além disto.

Se tornar ídolo de um clube se sobrepõe à qualidade técnica, aos números e à história do jogador no futebol.

João Marcos e Magno Alves são exemplos claríssimos desta diferença citada acima.

“No Ceará, a minha permanência (no plantel para 2018) é muito difícil. Eu tenho que deixar bem claro isso, sou bem ciente. Porque eu não participei muito, tem que vê o planejamento da comissão, da diretoria para o ano que vem. E eu não sei se eu estou nos planos deles”, comentou João Marcos.

Em quase nove temporadas em Porangabuçu, João foi exemplo de trabalho, respeito ao clube, à torcida e, inclusive, ao Fortaleza, principal rival do Ceará. Postura inquestionável que construiu, dentro e fora de campo, uma justa imagem de ídolo.

O “eu” sempre soou mais forte do que o “nós”

No específico caso de Magno Alves, é fácil observar o oposto.

Se hoje há cobrança por parte do atleta em “respeito ao ídolo” e ao que ele construiu em Porangabuçu, não houve reciprocidade por parte do atacante ao não pensar duas vezes na hora de optar por propostas melhores financeiramente, como fez ao sair para o Atlético-MG (2011), Sport (2012) e Fluminense (2015).

Idolatria não é só receber, ser ovacionado pelo torcedor, ser agraciado e homenageado.

Ser ídolo também é oferecer algo além das quatro linhas, é abrir mão de algo para optar por uma permanência, é saber o momento de sair por cima.

Ser ídolo é uma via de mão dupla. Ser ídolo é o que todos querem ser, e poucos sabem ser.

 

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