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Opinião: Ricardinho merece jogar uma Série A pelo Ceará

Segundo o repórter Danilo Queiroz, o meia renovou seu vínculo com o Ceará e fica em Porangabussu até o final da temporada 2018

A primeira passagem de Ricardinho pelo Ceará aconteceu em 2007, mas sem muito sucesso ou deixar saudades na torcida. Eram outros tempos, o clube ainda vivia momentos de muita turbulência financeira e brigas políticas. Voltou em 2013 e desta vez para escrever uma das mais belas páginas de jogadores com a camisa alvinegra.

O primeiro jogo dessa jornada foi diante do Horizonte, era um sábado à tarde, um amistoso preparatório para a temporada.

Logo nos primeiros toques na bola a torcida começou a ver que tinha algo diferente naquele camisa 10 – Sim! Ricardinho atuou com a 10 – e era um diferente que animava a quem assistia.

Visão de jogo, passes precisos e uma certa liderança, além de uma identificação imediata com a camisa alvinegra.

Ricardinho deixou sua marca em uma de suas especialidade, de falta, o meia anotou o gol de empate do Vozão na partida, depois ainda contribuiu com uma assistência para Vicente virar o placar. A partir dali o que se viu foi uma empatia forte entre torcida e jogador.

Mas um jogador não consegue encantar uma torcida, com o nível de cobrança como a do Ceará, só com gols e passes, é preciso mostrar mais que isso.

Ricardinho sempre demonstrou respeito pelo Ceará, e não é tido com ídolo pela torcida à toa.

Em todas as vezes em que foi assediado para sair ele não colocou “a faca no pescoço da diretoria”. Soube entender os dois lados, reconheceu o momento do clube e foi aí onde ele “ganhou” a torcida.

O meia bateu na trave para conseguir o acesso em 2013 e 2014, com o alvinegro. Foi importante na fuga do rebaixamento em 2015, decisivo no título da Copa do Nordeste em 2015, além do tão sonhado acesso à elite do nacional em 2017.

Leia Mais: Ricardinho: de que são feitos os ídolos?

Justa e necessária permanência

A qualidade técnica de Ricardinho é inquestionável. Para muitos, o camisa 8 alvinegro tem vaga em muitos times do futebol brasileiro, perder um jogador do nível de Ricardinho seria um erro grave na montagem do elenco para a próxima temporada.

Em 2018 o Ceará irá disputar quatro competições: Campeonato Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e a Série A, portanto, é de suma importância ter um grupo de jogadores qualificado para a disputa destas competições, e a qualificação passa pela manutenção da base do trabalho implementado em 2016.

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