quarta-feira , Abril 25 2018
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(Foto: Lucas Moraes/Ceara)

Ceará 2×2 Guarani – A arbitragem errou feio, mas é preciso admitir que, de novo, jogamos mal

Sem jogar bem mais uma vez e prejudicado pela arbitragem, Ceará não consegue vencer o time com segunda pior campanha como visitante

O Ceará saiu de campo mais uma vez sem vitória. Já são duas partidas sem conquistar os três pontos e dois empates como mandante.

O Guarani veio bem postado na defesa. O “doido” na verdade é bom estrategista e analista de jogo, o conhecemos bem.

Ele ajudou a livrar o alvinegro do calvário da Série C em 2015. Não deveria ser surpresa para ninguém que Lisca viria num 4-1-4-1 com dois meias abertos de velocidade explorando os espaços deixados pela ofensiva de Chamusca.

O gol de Rafael Pereira, logo aos 14 minutos de jogo, deveria trazer uma tranquilidade ao time, a mesma que vimos diante de Vila Nova e Paraná.

Um a zero no placar, bola no chão e administra o resultado. Todo mundo corre, todo mundo marca, os três pontos vem e o acesso é logo ali. Na teoria era esse o roteiro a ser seguido, assim como vinha sendo.

Entretanto, não foi isso que aconteceu, pelo contrário, o time sentou na comodidade do placar e viu o Guarani começar a se soltar em campo. Até que, em um lance isolado, a bola bate no braço de Romário dentro da área. Pênalti claro, não tem discussão e o empate chega.

A igualdade no marcador traz para o Ceará a inquietude desnecessária. A equipe não cria, não se movimenta, individualiza as jogadas e termina o primeiro tempo sem colocar o goleiro adversário para trabalhar.

O segundo tempo vem, com ele os mesmos erros: dribles a mais, ligações diretas em excesso e cochilo na marcação. O Guarani vira o jogo com Jussani subindo entre DOIS marcadores, sendo que já havia se livrado de Richardson para chegar até a bola.

O erro que não anula a má atuação

Com o time em apuros, mais uma vez entrou o velho que livra o Vovô das enrascadas. Chamusca aposta em Magno e dá sorte. Primeiro toque na bola do Magnata e o Vozão tá de volta ao jogo, 2 a 2.

Quatro minutos depois do empate, aos 38, o assistente Marcos Welb Rocha de Amorim(BA) não viu que Richardson tinha totais condições e anulou o gol, mais que legal, do volante alvinegro.

Veja a posição de Richardson e do assistente na hora do toque de cabeça de Magno Alves.

O time já não conseguia ter uma boa atuação, apesar de bem postado em campo, não tinha inteligência para furar o bloqueio defensivo paulista. Persistia nos mesmo erros citados anteriormente: não cria, não se movimenta e individualiza as jogadas.

O resultado foi injusto, em virtude da falha grotesca do “bandeirinha”, mas não pode apagar mais uma má atuação da equipe.

Diretoria, comissão técnica e torcida não podem imputar na arbitragem a culpa por não ter vencido. Não esqueçamos: o Guarani é o segundo pior visitante da competição. Não importa o quanto Lisca seja estrategista, a necessidade de vitória do alviverde paulista ou a dedicação dos jogadores bugrinos. A obrigação de vencer era do Ceará, e não o fizemos porque jogamos mal, novamente.

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