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Opinião: “setorização para que?”

Estádios cearenses atendem à portaria 290 do Ministério do Esporte e usam a setorização para delimitar os acessos nas praças esportivas.

A setorização visa mapear ou delimitar alas dos estádios e suas respectivas estruturas e serviços.

A partir da temporada 2017, Presidente Vargas e Arena Castelão, os dois principais estádios da nossa capital, resolveram atender e readequar suas acomodações com base na portaria 290 do Ministério do Esporte.

Na portaria, a setorização é referenciada no Laudo de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico, expedido pelo Corpo de Bombeiros.

No item 10.3 de requisitos, pergunta-se se no estádio avaliado as arquibancadas preveem a possibilidade de divisão física entre setores, por intermédio de barreiras, além de acesso a sanitários e lanchonetes.

Essa setorização foi utilizada nas Arenas durante a Copa do Mundo de 2014. Porém, os estádios da nossa capital só atenderam as recomendações de divisão dois anos e meio após o final do evento.

O Presidente Vargas passou por reformas em sua estrutura física, que custaram, segundo a própria Prefeitura de Fortaleza, cerca de R$ 1,5 milhão de reais. Grades de divisão nas arquibancadas estava entre as mudanças estruturais na qual o estádio passou.

Ceará x Boa Esporte, válido pela 2ª rodada da Série B 2017, marcou o retorno do estádio ao cenário do futebol local. Os torcedores que foram ao jogo se depararam com as grades e não as respeitaram.

https://twitter.com/portalvinegro/status/864656656973672449

No último sábado(12) mais de 27 mil pessoas compareceram a Arena Castelão para acompanhar partida entre Ceará e CRB e outra vez as cenas do Presidente Vargas foram vistas.

Muitos torcedores acabaram passando de um setor para o outro e não respeitaram as grades de divisão do estádio.

Por que usam a setorização?

Os relatos de “desrespeito” para com as normas do estádio não são exclusividade da torcida alvinegra. O torcedor do Fortaleza também já foi visto fazendo o mesmo, mas nem por isso pode ser taxado de “culpado”.

Não da para aceitar uma setorização que não oferece melhorias significativas de um setor em relação ao outro.

Tanto o PV quanto o Castelão oferecem, nos setores populares – arquibancadas-, as mesmas condições de conforto e serviços, por isso o valor do ingresso, em geral, é o mesmo em toda a parte superior.

Portanto o torcedor, seja ele alvinegro, tricolor, coral ou de qualquer outra agremiação, não pode ser taxado de arruaceiro por quer mudar de local na arquibancada. Ele pagou o mesmo valor do ingresso e não ver problema em sair de um local para o outro na arquibancada.

Os clubes tem que respeitar seus torcedores, o que visto sábado no Castelão, provavelmente, irá acontecer em outras oportunidades.

O mais agravante nisso tudo é o fato dos clubes perderem dinheiro duas vezes.

Primeiro perdem dinheiro por não disponibilizarem ingresso numa faixa do estádio que deve cobrir mais de mil pessoas, isso por setor.

Segundo por ter que arcar com os prejuízos deixados pelos torcedores que arrancam as grades de proteção para migrarem de um local ao outro.

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