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Magno Alves tem mais de 100 gols com a camisa do Ceará
Magno Alves tem mais de 100 gols com a camisa do Ceará

Magno Alves: respeito à história, mas atenção para a meritocracia

Embora respeitada, a história do Magno Alves não pode o isentar de questionamentos direcionados ao momento vívido pelo atacante

Questionar a história do atacante Magno Alves no futebol e sua representativa para o Ceará seria loucura. O goleador é, aos 41 anos de idade, o terceiro maior artilheiro em atividade no planeta, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Messi. É, também, o nono maior artilheiro da história do Fluminense, o sexto maior da história do Ceará. Tendo dedicado anos da carreira no exterior, peregrinando pelo futebol sul-coreano, japonês, árabe e também do Qatar.

Por onde passou, alcançou metas, quebrou recordes e grafou seu nome na história. Seu bom futebol o fez chegar à seleção brasileira, quando foi convocado para a Copa das Confederações de 2001. No Ceará, então, nem se fala: Magnata acumula três passagens (2010; 2012 a 2015 e 2017), incontáveis títulos coletivos, artilharias e já superou a marca de cem gols com a camisa alvinegra.

Magno Alves vive jejum de gols no Ceará. [Foto: Carlos Costa/Agência Estado]
Magno Alves vive jejum de gols no Ceará. [Foto: Carlos Costa/Agência Estado]
O respeito à sua história e ao que ele representa não só ao Ceará, mas ao futebol, deve existir. Entretanto, outra questão também deve ser respeitada: a meritocracia. O último gol marcado pelo atacante aconteceu contra o Guarani de Juazeiro, na semifinal do estadual, de lá pra cá, Magnata vive um jejum de 11 jogos sem balançar as redes. E longe de fazer uma análise pautada apenas em gols, que apesar de ser “obrigação” do atacante, não é o único fator a ser analisado em um jogador. A indagação, entretanto, vai muito além disto.

Sem o mesmo vigor físico e a constância necessária – que o próprio Magnata apresentava há três ou quatro anos atrás, no ápice com a camisa do Ceará, em 2013 e 2014 -, ele obrigatoriamente joga centralizado – já que não tem condições físicas de desempenhar um função de lado do campo – e é facilmente anulado por dois zagueiros.

Desta forma, o Ceará perde presença de área que poderia ter com um jogador do ofício e ele, Magno Alves, pouco produz.

 

 

Há de se ressaltar sua história, respeitá-la com o merecimento que ele conquistou, mas isto não pode privar o torcedor de fazer críticas – construtivas – ao jogador, tampouco limitar o treinador de sacá-lo do time. No atual contexto, o atacante seria mais útil entrando no decorrer, com o adversário já desgastado, já que sua qualidade técnica segue intacta.

 

 

 

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