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Opinião: Ceará não sabe olhar o mercado estrangeiro

Maxi Biancucchi foi mais um jogador estrangeiro que passou pelo Ceará sem deixar saudades na torcida.

Ano após ano o futebol brasileiro é ocupado por jogadores estrangeiros. Os clubes daqui ‘descobriram’ o mercado internacional e estão trazendo mais atletas de todas as partes do mundo para atuarem em terras tupiniquins.

Em 2016 foram 62 jogadores no Campeonato Brasileiro da Série A, em 2017 este número subiu para 65. O Flamengo é o clube brasileiro que conta com mais ‘gringos’, ao todo são sete jogadores. O levantamento é da Press FC

O Ceará, assim como outras agremiações do nosso futebol, nunca foi um clube que tivesse tanta ligação com o mercado de jogadores estrangeiros. Na história do alvinegro são poucos os nomes de atletas ‘internacionais’. Os mais lembrados são: David Diach (Madrigal), José Reina, Luis Salazar e os irmãos Emanuel e Maxi Biancucchi.

 

Os mais lembrados

O costarriquenho David Madrigal passou por aqui em 2002, ajudou o Ceará a conquistar o título cearense daquele ano. Após a conquista do título o atacante ainda foi pivô de uma briga judicial que envolvia supostas irregularidades na documentação de sua transferência para o Vozão.

 

Madrigal com a camisa do Ceará

Reina jogou com a camisa do Mais Querido em duas oportunidades. Em 2010, o meia veio por empréstimo junto ao Cruzeiro. Jogando pelo Ceará o colombiano atuou pouco na Série A daquele ano. Porém a diretoria gostou de seu desempenho e o trouxe de volta para a temporada de 2012.

 

Reina em sua primeira passagem pelo Vovô

O zagueiro colombiano Luis Salazar passou pelo alvinegro em 2016 e jogou apenas duas partidas pelo Ceará, sendo uma oficial, contra o Guarani de Juazeiro e um amistoso diante do Flamengo.

 

Salazar atuou pouco pelo alvinegro.

Emanuel Biancucchi chegou no Ceará no começo da temporada de 2016. Foram apenas 8 jogos com a camisa do Vozão e nenhum gol marcado.

 

Jogador foi anunciado como grande contratação do ano, mas não rendeu o esperado e acabou dispensado pelo clube.

Maxi Biancucchi veio para o Ceará no inicio de 2017 e acabou seguindo os passos de seu irmão. Jogou a mesma quantidade de jogos que Emanuel e marcou um gol com a camisa do Ceará.

Maxi chegou com fama de goleador, mas foi embora com apenas um gol marcado pelo Vozão

O que falta?

O mercado sul-americano é vasto e rico em boas opções, existem zagueiros, meias e atacantes que poderiam ser contratados, e talvez com um preço bem abaixo dos que já vieram, mas parece que a diretoria prefere apostar mais na ‘grife’ que certos jogadores carregam consigo.

A contratação dos irmãos Biancucchi revela o quanto chega a ser preguiçosa a busca por novos nomes para o elenco alvinegro. Emanuel não havia mostrado nada de relevante por Vasco e Bahia, sua contratação foi um risco, e sua passagem por Porangabussu foi tão curta quanto seu futebol. Maxi foi outra contratação ‘sem noção’ de nossa direção. O jogador já vinha de um ano ruim no Olímpia.

O que falta na nossa diretoria é parar de querer ganhar o torcedor com jogadores de renome, esse papo de ‘jogador bilheteria’ é coisa dos anos 90, isso não cola mais no futebol atual. O Ceará precisa abrir o olho de verdade para o mercado, e se for garimpar pela América do Sul, que o faça da forma correta, não fique na sombra de empresários.    

 

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Um comentário

  1. O Ceará não sabe contratar nem no mercado brasileiro (parece que tem uma tara história por jogador ex-carniça), avalie contratar jogador estrangeiro. Precisamos parar de contratar as mesmas figuras repetidas que não levam o Ceará a lugar nenhum.

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