segunda-feira , Janeiro 22 2018
Início / Cearense / Apesar de seguir invicto e com bons números, há o que melhorar no trabalho de Givanildo
Foto: América-MG/Divulgação
Foto: América-MG/Divulgação

Apesar de seguir invicto e com bons números, há o que melhorar no trabalho de Givanildo

O 4-3-3/4-1-4-1 de Givanildo segue sem convencer, embora apresente melhoras com relação ao antecessor

Givanildo é tarimbado, vitorioso e de um currículo invejável: são seis acessos e 24 títulos estaduais – os títulos contabilizando sua carreira como atleta e treinador.

No alvinegro, o pernambucano natural de Olinda foi anunciado há exatamente dois meses (17 de fevereiro) e estreou diante do Flamengo-RJ, na Primeira Liga (22/02). De lá pra cá, foram sete jogos no comando: quatro empates e três vitórias. A invencibilidade, entretanto, não faz com que seu trabalho seja incontestável.

Apesar de ter números relativamente bons e seguir invicto, o desempenho do Ceará ainda não agrada. Mesmo tendo feito algumas alterações táticas e, principalmente, optado por sacar alguns jogadores contestados, melhorando individualmente alguns aspectos, coletivamente a equipe segue sem convencer.

Assim como Dal Pozzo e tantos outros que passaram pelo Ceará nestes últimos anos, o experiente pernambucano adotou o tão falado 4-1-4-1. Entretanto, se compararmos ao trabalho do antecessor, há algumas diferenças: enquanto Gilmar priorizava a marcação forte –  e falando, teoricamente, em transição rápida, o time treinado por Givanildo prioriza mais a bola no pé, valorizando a posse, girando de um lado para o outro, embora por muitas vezes sem objetividade – muito por conta das características dos jogadores que fazem extremos.

Todavia, o mesmo problema que era escancarado com Gilmar, segue em alta no atual momento. Exatamente pela ausência de jogadores rápidos, habilidosos e que quebrem linha de marcação adversária, o Ceará é um time burocrático e, em diversas oportunidades, fácil de ser anulado.

Por que não inverter?

Obviamente, é de fácil entendimento que o Magno Alves não teria condições físicas para jogar na função do Victor Rangel no atual esquema, acompanhando lateral adversário. Mas, não há possibilidade de inverter quando o time está com a posse da bola? Magno Alves, que já admitiu preferir atuar fora da área, segue sendo utilizado centralizado. Com a qualidade técnica e experiência que tem, ainda consegue alguns lampejos na função. No caso de Victor Rangel, é ainda pior. A pouca qualidade do jogador é ainda mais agravada com a sua atuação pelos flancos, algo que poderia ser amenizada, caso fosse utilizado em sua função.

A atual conjuntura prejudica ao Victor e, principalmente, ao Ceará. Em campo e fora da área, ele perde o pouco que pode apresentar e o Ceará perde profundidade e velocidade.

Ontem, com a entrada de Lelê, o Ceará melhorou ofensivamente. Para ganhar o estadual, cujo nível é abaixo da crítica, o que estamos apresentando provavelmente seja o suficiente. Mas a grande questão é a Série B. Se faz necessário o entendimento de que, se não trouxer jogadores cujo a carência é evidente, será necessário abdicar da insistência neste esquema – que não é de hoje e muito menos é algo que estamos presenciando apenas com Givanildo – ou passaremos por maus bocados no brasileiro.

Veja isso

Conhecendo o adversário #01:Salgueiro

Marcos Tamandaré é o nome mais importante do Salgueiro, que conta com um elenco cheio …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *