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Foto: Kiko Silva/Agência Diário

Jogos marcantes #02: Há 11 anos, Ceará desbancava favorititismo e conquistava o título estadual

O título do Ceará em 2006 foi um dos mais marcantes na história recente do clube

Marcantes, é como definimos as circunstâncias envolvendo o título estadual do Ceará, em 2006. No dia 09 de abril daquele ano, em um domingo como este de hoje, há exatos 11 anos, Ceará e Fortaleza decidiam o segundo jogo do campeonato cearense daquela temporada. Mas, para falar sobre estes jogos marcantes, a gente vai ter de voltar um pouco para entrarmos no contexto do que aquela decisão envolvia.

O tricolor, que estava na Série A do Brasileiro, fez grandes contratações. O elenco, recheado de jogadores renomados  e lutando por um tetracampeonato – até então, inédito – contra o modesto elenco do Vovô, que passava por uma crise financeira e interna há longos anos. Na fase classificatória, dois clássicos vencidos pelo Fortaleza: 6 a 3 e 4 a 0. A situação não era nada animadora.

Chegada às finais

Enquanto o Fortaleza superou facilmente o Ferroviário (5 a 0 no agregado), Ceará enfrentou dificuldades contra o Icasa. Sendo derrotado por 2 a 1 em Juazeiro, o alvinegro tinha a obrigação de vencer o Icasa no tempo normal e na prorrogação – no regulamento do campeonato não havia saldo de gols, assim como este ano. Com Luiz Fernando marcando no segundo tempo, Clodoaldo (2x) e Vinicius marcando na prorrogação, chegamos à final.

“Ah, é Aleluia!”

Aleluia e Vinicius embalaram o Ceará em 2006

 

Com superioridade em toda decisão, o Ceará só conseguiu abrir o placar aos treze minutos da etapa final. Em jogada célebre de Reinaldo Aleluia, Juninho aproveitou a continuidade do lance para marcar: 1 a 0. O jogo seguia no mesmo ritmo, até que aos 33, pênalti para o Fortaleza. Rinaldo cobrou e parou no “paredão” Adílson. O bom desempenho defensivo do Ceará serviu para sair de campo com o placar mantido.

 

 

O empate servia, mas… 

Um empate seria suficiente, mas a bizarrice do regulamento não permitia erros. Em um jogo disputado e com chances de ambos os lados, o placar seguiu inalterado até os 29 minutos do segundo tempo, quando o golpe de misericórdia foi dado: Vinicius recebeu passe deAleluia e chutou forte no canto de Maizena, sacramentando o título do Ceará.

Camisa pesada e cores que carregam a mística

Naquele ano, o favoritismo não era nosso e deixou a lição nítida de que, independente do momento, essa camisa alvinegra pesa e carrega em suas cores uma mística de conseguir resultados tidos como improváveis.

 

 

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