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Foto: Christian Alekson/Ceará Sporting Club

Givanildo Oliveira e o seu desafio no Ceará

Foto: Christian Alekson/Cearasc.com

Prestes a completar um mês no comando técnico alvinegro, Givanildo Oliveira vai montando um novo Ceará e as comparações com seus dois últimos trabalhos são inevitáveis.

A data era 17 de setembro de 2014. Após derrota para o Bragantino por 2 a 0, na 23ª rodada da Série B daquele ano, o América-MG anunciou seu novo treinador, Givanildo Oliveira.

Taxado de velho por boa parte da imprensa mineira e sem grandes trabalhos nos últimos anos, o técnico chegou sob desconfiança para sua 4ª passagem no Coelho.

O time não estava bem. Depois de escalar o lateral Eduardo (aquele mesmo que passou no Ceará em 2016) de forma irregular, o América perdeu 21 pontos e foi parar na lanterna da série b, 12 pontos atrás do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Mesmo com um cenário totalmente desfavorável, o técnico assumiu o time e numa arrancada surpreendente  — contando também com a recuperação de parte dos pontos perdidos, o clube mineiro terminou na 5ª posição com 61 pontos (um a menos que o Avaí, 4° colocado).

Com a excelente arrancada, Givanildo teve seu contrato renovado para o ano seguinte. Entretanto, no primeiro semestre não foi bem.

Eliminado antes da fase decisiva do estadual e da Copa do Brasil (para o próprio Ceará), o técnico balançou no cargo e quase foi demitido.

Porém, a diretoria bancou o treinador para a série b. E a recompensa veio. No final das 38 rodadas da competição, o América-MG conseguiu o acesso e o “Velho Giva” entrou mais uma vez para a história do clube.

Em 2016, treinador surpreendeu mais ainda. Mesmo disputando com os gigantes Cruzeiro e Atlético-MG, o Coelho foi campeão estadual, após 17 anos.

Apesar do título estadual, a diretoria não teve a mesma paciência que em outras oportunidades e demitiu o técnico na 5ª rodada do brasileirão. Foram 89 partidas, com 43 vitórias, 26 empates e 20 derrotas, obtendo um expressivo aproveitamento de 60% dos pontos disputados.

Mas, o ano de 2016 ainda havia acabado. Assim como em 2014 no América, Givanildo foi contratado pelo Náutico na 23ª rodada da série b. A equipe vinha de derrota para o Sampaio Corrêa por 4 a 3.

Mudanças

Logo que chegou, o treinador arrumou a defesa e diminuiu em 70% o número de gols sofridos pelo timbu. Com uma arrancada de 8 jogos sem perder, tomando apenas 3 gols e vencendo 6 jogos consecutivos. O Náutico chegou ao G-4.

Na última rodada, o time precisava apenas de uma vitória em casa para conseguir o acesso. Entretanto, deixou escapar os 3 pontos e o acesso.

Givanildo acabou não permanecendo no cargo.

Agora no Ceará, o técnico tem missão parecida. Assumiu um time cercado de críticas e desconfiança, precisando de um “encaixe” para crescer de rendimento e conquistar os objetivos.

Com a desclassificação precoce na Copa do Brasil e por não estar na Copa do Nordeste, o alvinegro teve um período de 14 dias sem partidas oficiais. Embora os motivos não sejam bons, o tempo “livre” foi comemorado pela comissão técnica que poderá implantar seus métodos de trabalho no time.

E aí torcedor, você acredita que o “Velho Giva” conseguirá ter sucesso no vovô?

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