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O dia em que Chico parou Evair

Chico, o lendário goleiro alvinegro foi uma das peças fundamentais na campanha do vice campeonato da Copa do Brasil em 1994

O dia 26 de abril é datado para homenagear a profissão mais ingrata no futebol: o goleiro.  Aquele que é o culpado por nossas preocupações durante os noventa minutos da partida, que defende a nossa meta, que se não for batido, garante a alegria da torcida ao final da peleja.

Ao longo da história o Ceará já teve vários nomes que nos representaram muito bem: Giordano, Ferreira, Jefferson, Marcelo Silva, Adílson, Fernando Henrique e Luís Carlos são alguns exemplos que tiveram bons momentos defendendo o Mais Querido, mas pra mim, nenhum supera a representatividade de Eduardo Henrique Hamester, ou simplesmente, Chico.

Quem não teve a oportunidade de ver o histórico arqueiro alvinegro  in loco perdeu uma figura ímpar debaixo das traves do Vozão. O catarinense defendeu o Ceará por seis temporadas. Ao longo desse tempo mostrou dedicação, respeito e muita qualidade.

O ano de 1994 se notabilizou, e é lembrado até hoje, com  nostalgia pelos torcedores por conta da campanha do vice campeonato na Copa do Brasil daquele ano. Nomes como: Jerônimo, Victor Hugo, Elói e Sérgio Alves são idolatrados pela massa alvinegra, mas foi de Chico, talvez, a maior “façanha” naquela jornada. O Vovô foi enfrentar o excelente Palmeiras de Vandelei Luxemburgo, que na época era o atual campeão brasileiro, o elenco era recheado de craques: Edmundo, Roberto Carlos e Evair eram nomes que figuravam naquela verdadeira constelação alviverde.

 

O Jogo

Após o empate em zero a zero no Castelão bastava ao time de Luxa uma vitória simples, porém, o Vozão saiu na frente do placar. Jaime tentou o cruzamento, mas a bola, por um capricho dos céus, acabou indo parar no fundo da rede palmeirense. A equipe paulista conseguiu o empate, Evair converteu um pênalti e igualou o placar. Dali em diante Chico simplesmente fechou o gol, nada mais passava pelo arqueiro alvinegro, foi um verdadeiro bombardeio, que o paredão alvinegro segurava de todas as formas e assegurava nossa classificação.

Eloi e Victor Hugo eram dois dos grandes nomes daquele Ceará de 1994

Foi então que veio o lance crucial da partida, o árbitro marcou mais uma penalidade a favor dos donos da casa, mais uma vez o excelente Evair – que era um exímio cobrador de pênaltis – foi para a cobrança. Chico olhou pra ele e disse que pegaria, o atacante alviverde partiu com seu estilo inconfundível e bateu no canto na direito de Chico, que foi na bola e pegou. O paredão alvinegro catou firme e mostrou a bola para o adversário, ali ele escrevia seu nome de fato na história do clube. Uma história tão bonita e rica em detalhes que nem a deslealdade de certos dirigentes apagará. Jamais irão conseguir apagar a imagem do que ele representou naquela fria tarde paulistana.Jamais.

 

Por : Abreu Neto
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Um comentário

  1. Eduardo H Hamester

    Queria agradecer a homenagem aos goleiros, e principalmente as palavras dedicadas para mim, abraço!

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